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Para quem

Para mineração e energia: a área de interesse e o entorno, camada por camada

Antes de negociar terra, pedir servidão, desenhar um traçado ou comprometer capital numa área, quem desenvolve projetos de mineração, geração ou transmissão precisa saber o que as bases públicas registram sobre ela e ao redor dela. As restrições mais caras costumam estar no entorno, não dentro do polígono.

O ESTRATO lê a área de interesse e o entorno nas bases públicas federais e estaduais e entrega o resultado com área, distância e a prova de cada consulta.

Como a área entra

A área de interesse entra como polígono, em KML ou KMZ: uma poligonal de requerimento, uma área de aquisição, um imóvel a arrendar ou uma faixa desenhada em volta de um traçado. Imóveis já cadastrados podem entrar pelo código do CAR ou da parcela SIGEF.

O que é lido

Áreas protegidas e comunidades, com entorno.

Subsolo e água.

Patrimônio. Sítios cadastrados no IPHAN, com entorno de 600 m.

Relevo. Declividade, APP de encosta, áreas de uso restrito e áreas acima de 1.800 m, calculadas sobre modelo digital de elevação.

Infraestrutura existente. Rodovias federais (DNIT) e ferrovias que cruzam ou tangenciam a área.

Fundiário e ambiental. Certificações do INCRA (SIGEF e SNCI) e cadastros do CAR que a área atravessa, embargos do IBAMA e do ICMBio, PRODES e DETER.

Estadual, na fonte. São Paulo (DataGeo), Mato Grosso do Sul (bases do Governo de MS e IMASUL) e Minas Gerais (IDE-Sisema, com barragens no raio de 3 km, áreas contaminadas e acidentes ambientais).

Por que o entorno pesa

Uma área de interesse limpa por dentro pode ter, a poucos quilômetros, uma unidade de conservação, uma terra indígena ou um território quilombola. Ler o entorno no começo evita descobrir isso depois do traçado desenhado ou da terra negociada. O relatório diz o nome de cada feição, a classe (incide, verificar, entorno) e a área ou a distância.

O que o ESTRATO entrega

O que o ESTRATO não faz

Não substitui estudo ambiental, licenciamento, consulta a comunidades, levantamento de campo, georreferenciamento por profissional habilitado nem pesquisa em cartório. Não traz a malha de linhas de transmissão nem de subestações: a camada de infraestrutura cobre rodovias federais e ferrovias. É material informativo, feito com as bases públicas na data e hora de cada consulta, para a fase em que a área ainda está sendo escolhida ou negociada.

Perguntas

Posso mandar um traçado de linha em vez de um polígono?

O ESTRATO lê polígonos. Para um traçado, desenhe a faixa de interesse em volta da linha e envie o polígono da faixa.

Até onde vai o entorno?

Depende da camada: 10 km para terras indígenas e quilombolas, 3 km para unidades de conservação, 600 m para patrimônio do IPHAN e 300 m para as demais camadas federais. Nos estados, os raios estão descritos no anexo estadual.

O relatório diz se o projeto é viável?

Não. Mostra o que as bases públicas registram sobre a área e o entorno, com área e distância. A leitura de viabilidade, licenciamento e risco é de quem desenvolve o projeto.

Dá para acompanhar a área depois da leitura?

Dá. A área entra no monitoramento: todo dia, embargos, autos, alertas DETER e focos de queimada; todo mês, a leitura completa. O alerta sai só quando algo muda.

Diga quantos imóveis, em quais estados, e se o interesse é relatório, monitoramento ou os dois.

Pedir proposta

O que o ESTRATO entrega é material informativo, complementar à análise jurídica, feito com as bases públicas disponíveis na data de cada consulta. Não constitui serviço nem parecer jurídico, nem laudo técnico, não substitui ART/RT e não dispensa certidões, matrícula atualizada e vistoria de campo.